Surf Edit

17 de novembro de 2016



























Exibido no último sábado no Mimpi Film Fest no Rio de Janeiro, o documentário "A Pedra e o Farol" recebeu o prêmio de "Melhor Longa Metragem Nacional" do Juri Oficial do festival, que destacou o "trabalho de pesquisa realizado pela produção", nas palavras do diretor do juri de surf, Steven Allain, editor das revistas Stab Magazine e Hardcore.



Agora o filme chega às telas de Portugal nesta sexta (dia 18) às 19:30hs dentro da programação do Surf At Lisbon Film Fest (SAL). Em ambas as ocasiões, optei por inscrever uma versão editada do documentário, batizada de "Surf Edit", com 67 minutos de duração (o filme completo tem 108 mins), num conteúdo mais focado na parte de ação nas ondas e, portanto, mais adequado aos festivais de filmes de surf.




Nesse sentido, o reconhecimento do juri do Mimpi foi muito positivo e foi uma alegria muito grande poder exibir o filme para o público carioca, mesmo com a exibição sendo prejudicada pela forte chuva que afetou os três primeiros dias do evento cuja proposta é exibir cinema ao ar livre e incorporar uma extensa programação musical.

Mimpi 2016

Mas se a atenção ao filme foi prejudicada pelas intempéries, o grande barato do festival é mesmo o de promover o encontro de pessoas que compartilham a paixão pelo surf e suas manifestações artísticas. Assim foi a satisfação de reencontrar colegas como Loic Wirth, Mark Daniel, Pablo Aguiar, Bruno Tessari e Bruno Zanin, que participaram de um interessante debate crítico sobre o mercado audiovisual do surf.

Assistir às novas produções dessa turma talentosa é um estimulo para seguir em frente, embora eu tenha ciência de que produções como "A Pedra e o Farol" fogem bastante desta estética baseada em música e fotografia de ação, que caracteriza o que costumamos chamar de "filmes de surf". Nesse sentido, produções premiadas como o curta "Tábua Santista" do surfista profissional (e agora jornalista formado) Junior Faria, e o longa "Saca"de Júlio Adler, que narra a trajetória do surfista português Tiago Pires, possuem um caráter mais documental e semelhante à proposta de "A Pedra e o Farol", celebrando assim uma saudável diversidade de estilos dentro da curadoria do festival.       

Mimpi 2016

Já o SAL é um evento pelo qual tenho muito carinho, pois foi onde estreei meu outro documentário "Pegadas Salgadas" em 2012. De lá pra cá, conhecendo pessoalmente os organizadores do evento: Ricardo Gonçalves e Luís Nascimento, sei do cuidado e motivação genuína que os move para organizar as exibições anuais nas salas do belo Cinema São Jorge em Lisboa.

 
Assim, é sempre uma honra poder participar do evento e ver que, com muita dedicação, eles conseguiram chegar à quinta edição do SAL e para esta edição contam com um merecido apoio financeiro para continuar exibindo filmes de surf na telona do cinema. Longa vida ao Mimpi e ao SAL!


Um comentário:

Manuel Serafim Cabral disse...

Coisa linda! Sucesso!

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