5 Pra 1: Bruno Tessari

25 de abril de 2017


Quem assiste às séries de surf na tv certamente conhece o nome Bruno Tessari. Criado nas ondas e na vontade de registrar de imagens junto com a talentosa turma de Balneário Camboriú (SC), Tessari construiu uma sólida carreira filmando e editando diversas produções do Grupo Sal para o Canal OFF nos últimos anos - como as séries "Diário das Ilhas", "Brazilian Storm", "Hidrodinâmica" e "9 Pés" -, além de realizar trabalhos de publicidade para marcas como Red Bull e Nike.



Com seu jeito simples, fala mansa e humor afiado, somado ao seu talento por trás das lentes, Tessari conquistou a amizade e a confiança dos principais surfistas profissionais do Brasil, e nos últimos anos vem produzindo uma série de perfis com esses atletas. O resultado desse trabalho se revela em curta-metragens que invariavelmente reúnem alta qualidade de fotografia com ótimas trilhas sonoras - fruto do seu conhecimento e paixão pela música. Em meio às constantes viagens e gravações, ele concedeu a seguinte entrevista ao Surf & Cult:




1 - Como se desenvolveu a tua relação com o surf e as artes e como você enxerga a ligação entre estas atividades?

Meu trabalho está diretamente relacionado ao surf. Comecei quando tínhamos aquela vontade de se ver surfando, então na época eu, Pablo AguiarMickey Bernardoni e Alan Fendrich vivíamos indo à praia com uma handcam + tripé dos mais simples possíveis, só para quebrar o galho mesmo. Era pura curtição. Com o tempo comecei a filmar os campeonatos locais, depois vieram os atletas e as marcas.




2 - Teus projetos mais recentes tem girado em torno de curta-metragens que trazem perfis individuais de surfistas profissionais. Conta um pouco sobre a produção destes trabalhos, a tua abordagem pessoal, o processo criativo e o grau de envolvimento dos surfistas na escolha do conteúdo?

Sim, os trabalhos que mais gosto de fazer são os curtas. Curto vivenciar e contar a história desses caras, alguns tem muito conteúdo fora do surf , muita história pra chegar até onde chegaram.
Tento passar pelo menos uns 20 dias com o personagem, isso direto sem pausa, assim consigo prestar atenção nos detalhes, manias e hobbys, e fica mais fácil pra coisa acontecer, pro cara se soltar e esquecer que ali tem uma câmera.
A trilha sonora pra mim é sempre 50% do filme, sempre fui muito ligado à música, tive banda por muitos anos e até hoje faço som todos os dias, então tento ver a pegada do atleta, e fazer o som encaixar no estilo do próprio.




3 - Como você enxerga a evolução das séries de TV e do material web ligado ao surf que vem sendo produzido no Brasil e no mundo? O que te chama atenção em termos positivos e negativos?

Hoje acho que a única emissora que está pagando pelas produções no Brasil é o OFF, então não tem muito pra onde correr em se tratando de TV.
A web cresce muito. Acho que esses Netflix da vida podem ser uma boa saída. O surf cresceu muito por aqui mas quem está ganhando "dim dim" mesmo é o Medina (risos).





4 - Cite algumas das tuas principais inspirações no universo das artes, dentro e fora do surf?
 
No surf , o Taylor Steele, desde que assisti ao Momentum 1 não deixei nenhum de seus filmes passarem em branco, Hoje tem o Joe G que faz filmes bem legais também. Fora do surf, tem os diretores de fotografia César Charlone e Matthew Libatique que fizeram a fotografia de alguns dos filmes que mais gosto.
 




5 - Se você tivesse uma verba ilimitada para produzir algum trabalho artístico ligado ao surf o que você faria?  

Com certeza chamaria alguns amigos filmmakers pra aproveitar isso junto, e tentaria explorar alguma onda nunca filmada e colocaria pelo menos uns 10 dos melhores e ao final da produção todos os filmmakers teriam direito a um mês só surfando sem carregar uma pelican (risos).
Acho que contrataria alguém do tipo Metallica pra produzir a trilha, você falou verba ilimitada! (risos). Ah, detalhe que eu peguei onda com eles em Sunset. Fui obrigado a tietar na água!

Bruno Tessari: Filmmaker, surfista e "metaleiro"!, foto: Marcelo Araújo

Confira outros trabalhos do Bruno Tessari em seu canal no Vimeo



Novas Experiências

3 de abril de 2017


Dizem que um dos segredos para manter-se motivado na vida é viver novas experiências, buscar sempre fazer alguma coisa pela primeira vez. Mantras de auto-ajuda a parte, não poderia deixar passar em branco o último dia 20 de março, que marcou um desses momentos inéditos, quando pude pela primeira vez surfar uma onda na Laje da Jagua, no litoral sul de Santa Catarina.

Fabiano Tissot numa linda esquerda

Quem acompanha este blog com alguma frequencia certamente já leu a respeito da relação de fascínio que tenho desde a infância com esta onda perdida em alto mar, distante 5 quilômetros da costa da praia de Jaguaruna, local frequento desde que nasci. Desde 2014 tenho participado de algumas expedições ao pico, no intuito de registrar imagens das ondas da laje para o documentário A Pedra e o Farol, e agora com as gravações encerradas, pude finalmente viver a emoção de deixar a câmera de lado e me dedicar a tentar surfar a onda.

Fabio Gouveia na sua primeira onda 'pra valer' na laje

Quem nunca esteve no pico e apenas analisa os registros das imagens divulgadas com grande frequencia e dedicação pela turma da Atow-inj, pode ter a impressão de que a onda é ruim, fraca e facilmente surfada. Para quem pensa assim, acho válida a leitura do relato completo desta última expedição, que foi narrada com riqueza de detalhes pelo mestre Fabio Gouveia em sua coluna no Waves.

A exemplo de Fia, muitos grandes surfistas que já passaram pelo pico, como Carlos Burle, Rodrigo Resende e Danilo Couto - só para citar os big riders mais respeitados do Brasil -, já falaram com respeito e admiração sobre esta onda que começou a ser surfada de tow-in em 2002 e posteriormente foi encarada na remada.

Fia e seu estilo único

Quem já participou de alguma barca para a Laje sabe dos desafios de logística e habilidades exigidos para o sucesso da empreitada. Desde a organização dos jets, pranchas, coletes e equipamentos de filmagem para formar a barca e, depois, o grande desafio de varar a intensa rebentação de mar aberto da praia da Jagua transportando toda a turma para o outside. Nas últimas expedições temos contado ainda com o auxílio de uma lancha, que se desloca da Barra de Laguna até o outside da Jagua - uma viagem de mais de uma hora - e proporciona mais segurança e a possibilidade de transportar mais pranchas e equipamentos até o pico.

Jacaré numa das melhores do dia (e eu tentando furar a placa)

Vale ressaltar que o que mais impressiona na onda da Laje da Jagua não é propriamente o tamanho da onda em si, mas sim a sua potência. Nesse contexto, remar numa onda que surge em alto mar proporciona uma emoção totalmente diferente de surfar perto da costa. Sem falar no estrondo gerado pela onda ao se precipitar sobre a bancada, algo que amplifica muito a adrenalina quando se está remando no outside sobre a rasa montanha de pedra submersa.

Fabiano Tissot termina o drop sob a vibração do amigo Jacaré no jetski

Assim, posso afirmar que a experiência de surfar a Laje da Jagua reúne todos os ingredientes de uma verdadeira aventura, exigindo bastante comprometimento físico e mental dos participantes, além de reforçar um sentimento de trabalho de equipe que poucas vezes experimentamos no surf. No nível pessoal, todo o processo de ir conhecendo a onda aos poucos até chegar este dia só tornou a experiência ainda mais especial e prazerosa.

Os registros desta sessão foram feitos pelos fotógrafos James Thisted e Rafa Shot e o video produzido por Renato Tinoco, que mostrou muita disposição e versatilidade, filmando com drone e caixa estanque dentro d'água e na lancha. As imagens mostram um swell de sudeste de tamanho mediano e período longo, que gerou séries de 8 a 10 pés demoradas e predominância de esquerdas - o que para mim estava na medida certa para uma primeira investida na remada.



Na hora de encarar as ondas, a experiência de Thiago Jacaré e Fabiano Tissot, os mais assíduos surfistas da Laje ao longo do tempo, me transmitiu muita segurança no posicionamento e na maneira de abordar a onda. Um sentimento reforçado pela presença na barca de grandes surfistas profissionais como Fabio Gouveia e Rodrigo "Pedra" Dornelles, acostumados a encarar todo tipo de condição de surf.

A expedição contava ainda com surfistas com quem já participei em outras investidas à laje, como João Baiuka, André Luiz, Carlos Piri, Gabriel Galdino e Luiz Casagrande "Sapão", além do comandante da lancha, o lendário bombeiro e pescador Beto Cavalo. Numa sessão que durou das 9 às 15 horas, todos tiveram a oportunidade de pegar boas ondas e o espírito de alegria e camaradagem esteve em alta durante todo o dia, sem nenhum incidente mais grave do que uma prancha quebrada.

Em sua segunda investida na laje, Rodrigo Pedra Dornelles mostrou muito talento no tow-in


A session começou devagar e com um inesperado vento maral. Entrei com minha FG 8,7' e logo vi que precisaria de uma prancha maior para conseguir entrar nas maiores da série e me juntar a Fia com sua 9,6' e Tissot, Baiuka e Jacaré que estavam com suas gunzeiras de mais de 10 pés.

Assim, nas primeiras duas horas no pico fiquei mais na base, observando os movimentos da turma e eventualmente consegui entrar no rabo de umas três ondas menores para sentir a prancha e a energia da onda. Destaque para Tissot, sempre posicionado mais lá fora e disposto a remar apenas nas maiores, e o desempenho de Pedra no tow-in, desenhando umas linhas incríveis e atacando o lip com muita vontade.

Pegando carona em uma das muitas esquerdas surfadas por João Baiuka


Aos poucos o mar foi melhorando e as séries ficando mais constantes e encaixadas. Algum tempo depois, Fia, que havia se jogado na remada em umas boas esquerdas, resolveu experimentar umas ondas de tow-in e me deixou com a sua 9,6'"tarugo" para que eu pudesse ganhar mais velocidade na remada.

Foi aí que eu consegui entrar numa onda de verdade botando pra baixo e sendo engolido pela pesada espuma ao final drop. Ao voltar a tona depois de uma bela chachoalhada, a emoção do momento e as lembranças de toda uma vida observando aquela espuminha branca no horizonte me fizeram vibrar de alegria e adrenalina. Um sentimento pleno de estar vivo e de sentir a energia do oceano.


Momentos que fazem todo o esforço valer a pena

Mas a maior emoção viria um tempo depois, quando não consegui entrar na primeira onda de uma das maiores séries do dia e então me vi remando para fugir da onda que vinha atrás. Nunca me esquecerei da visão daquela sólida esquerda emparedada de 10 pés, na qual Thiago Jacaré vinha acelerando pra fugir do pesado lip que se projetava em alta velocidade. Quando percebi que não teria como furar aquela maçaroca, fui obrigado a largar a prancha no último instante e ela quase atingiu Jacaré ao rodar de volta com o lip. Por sorte, foi só um susto e ninguém, se machucou.




Esta foi provavelmente a maior onda surfada durante a sessão: Jacaré na onda e eu remando pra salvar minha pele!

Já descansando na lancha, totalmente exausto ao final da sessão, os comandantes estavam fissurados no movimento das águas que sinalizavam a presença de alguns cardumes e decidiram tentar a sorte com o anzol. Logo eles pescaram algo que parecia grande criando uma comoção a bordo. No duelo entre homem e peixe que se seguiu, de repente recebíamos na lancha um lindo atum de oito quilos para delírio de todos a bordo. Mais uma experiência inédita que vou guardar para sempre em minha memória.

Baiuka exibe o atum pescado

Voltando ao surf na laje, é certo que esta onda ainda não foi registrada em todo o seu potencial e que em tempos de XXL e limites sendo quebrados constantemente em ondas muito maiores ao redor do planeta, é muito difícil hoje em dia as pessoas mais ligadas no surf se impressionarem muito com estes registros. O que posso dizer, é que todos os participantes estavam bastante empolgados e felizes com a expedição durante a confraternização em terra firme após um dia intenso em alto mar.

No fim das contas, acredito que a emoção do surf reside neste desafio pessoal de cada um em testar os seus limites em busca da emoção de surfar ondas diferentes, não importando muito se o fato em questão foi registrado ou se alguém além de você se impressionou com o seu feito. Afinal, o importante mesmo é viver novas experiências.

Galera confraternizando após um dia de grandes emoções

  Fotos: James Thisted e Rafa Shot.  Agradecimentos: Thiago Jacaré e Atow-inj




Episódio 05 - "Quiver pra Viagem"

29 de março de 2017



Escolher o equipamento correto para levar numa viagem de surf é sempre um dilema. No quinto e último episódio da série "Shapes & Fia.", o mestre Fabio Gouveia fala sobre o seu processo de escolha do quiver para uma surf trip e da motivação para seguir produzindo pranchas. Ao final, Fia saboreia a recompensa na Indonésia, num clipe produzido a partir das gravações no filme "Bagus Bagarai" da Hang Loose.

E assim, o Surf & Cult encerra esta websérie documental, inicialmente idealizada como um programa piloto para uma possível série de TV, unindo as vertentes de shaper e a performance sempre estilosa de um dos grandes ícones do surf brasileiro. Por seu talento nas ondas e carisma fora delas, é sempre um prazer produzir material com Fabinho Gouveia, e sou muito grato por poder contar com a sua confiança e amizade. Aloha Fia!



"Tamojunto" Lucas

16 de março de 2017


Desde que o Surf & Cult estreou em 2009, nunca publiquei um obituário, mas não poderia deixar passar em branco a passagem do amigo Lucas Zuch. Se você perguntar a um dito “surfista de alma” como ele gostaria de partir desta para melhor, ele(a) provavelmente diria que gostaria de ser levado pelas ondas do mar. Assim foi com Lucas, embora a poesia desta premissa não arrefeça o inevitável sentimento de que ele se foi cedo demais.

É certo que não poderemos mais compartilhar de sua presença física, mas acompanhando a intensa comoção e os emocionados relatos que inundaram as redes sociais no último fim de semana, resta a certeza de que tudo mais que diz respeito ao Lucas ficou muito vivo. E o que seria esse “tudo mais”? Penso que seria a maneira como ele deixou a sua marca em tantas pessoas com quem compartilhou suas ideias e afetos ao longo do tempo. Em resumo, todas elas invariavelmente se referem a uma “luz”, “um brilho no olhar” uma "busca incessante por transformar os sonhos em realidade”.



De minha parte, acompanhei com interesse e satisfação a trajetória de Lucas desde que ele, ainda prestes a se formar, me procurou no início de 2012 para publicar uma entrevista comigo na sua nova plataforma Surfari. Meses depois, fiquei surpreso quando ele apareceu em Floripa especialmente para assistir à estréia do meu documentário Pegadas Salgadas. Pensei: esse cara é mesmo fissurado pelo surf!

Infelizmente, desde aquela primeira vez, os encontros pessoais foram poucos, apenas umas quatro ou cinco ocasiões, sendo a última uma longa e animada conversa durante o MIMPI 2016 no Rio de Janeiro, onde ele e Duda me contavam, com sua empolgação característica, sobre a decisão de se mudarem para o Rio em busca de novas oportunidades para o Surfari.

Ainda assim, posso dizer que acompanhei de perto o crescimento profissional de Lucas e do Surfari, na nossa rica troca de emails, onde ele sempre vinha com alguma ideia nova, como me colocar de colunista no site dele e até de cozinheiro num livro de receitas formulado por surfistas (que não vingou), ou me pedia opiniões sobre os textos que escrevia e dicas para conseguir publicar o seu material na mídia editorial.



Revendo estas mensagens, vejo que para cada punhalada de ceticismo que eu incluía em minhas opiniões cáusticas e sinceras sobre a impossibilidade financeira de se viver de jornalismo de surf, ele respondia sempre com o seu inabalável otimismo e força de vontade. Foi assim que ele se tornou meu colega na tradução de textos para a revista The Surfer’s Journal Brasil e posteriormente emplacou a sua primeira grande matéria autoral na mesma revista, algo que ele valorizou e celebrou muito.

Paralelo a isso, foi com crescente admiração que acompanhei a evolução do Surfari, onde a inquietação de Lucas e de seu parceiro Duda se materializava em uma série de eventos próprios, coberturas de outros eventos e a produção incessante de matérias, webséries, textos, tutoriais… sempre com uma firmeza de propósito e um sentimento genuíno de realização que cativava todos a sua volta. E assim, eles foram formando uma extensa rede de amigos e admiradores, cujo legado é ainda difícil de mensurar.



Acredito que todo jornalista é um memorialista e, embora fosse formado em administração, Lucas Zuch tinha uma "alma de jornalista". Por conta disso, é reconfortante perceber que ele deixou um extenso acervo publicado e que poderemos sempre acessar, seja nas dezenas de videos que produziu (só do "Surfari na Semana Passada" são 50 episódios), quanto nos muitos textos que produziu. Ali estão eternizadas as tantas qualidades de sua personalidade, que se materializam em sua voz, seu olhar, sua descontração e sua forma de enxergar a vida e de se relacionar com as pessoas.



Tem também o projeto "Reconhecendo o Surfe", já inteiramente gravado, e que certamente o seu irmão de jornada Duda Linhares e os demais colaboradores do Surfari saberão dar prosseguimento no tempo oportuno. Olhando para estes projetos e registros é fácil constatar que Lucas viveu o seu tempo intensamente, tendo percorrido todo o litoral brasileiro, e muitas outras paragens ao redor do mundo, acumulando amigos e experiências. Este acredito ser o verdadeiro significado da expressão "acumular riqueza" e é parte dos ensinamentos que ele nos deixou. 

Recentemente, eu finalmente publiquei uma entrevista com o Lucas e o Duda no Surf & Cult, algo que há muito tempo estava em minha pauta. Nela Lucas repassa um pouco da sua história e da sua visão sobre o passado, presente e futuro do Surfari, ao qual ele se dedicava de corpo e alma. A produção deste material me permitiu revisitar toda a trajetória do Surfari, registrar a minha admiração e poder reafirmar ao Lucas o quanto o seu trabalho me servia de motivação e inspiração para seguir militando na tão pouco valorizada mídia de surf.



Dá um certo alento saber que pude fazer essa homenagem ao Lucas a tempo dele poder curtir o conteúdo. Fica para mim a velha lição de que não devemos desperdiçar nenhuma oportunidade de externar às pessoas as coisas positivas que sentimos a respeito delas e de desfrutar plenamente dos momentos em que estamos juntos. E é essa alegria nostálgica que sinto ao ler o comentário que o Lucas postou no Facebook quando republicou a entrevista com ele no Surf & Cult: "Primeira entrevista que participo no que considero um 'veículo de mídia especializado' em surf. Muito feliz em poder compartilhar algumas visões sobre o que tanto amamos fazer. Valeu Luciano, 'tamojunto' e não é de hoje!”, escreveu ele.

Ao que me consta, quis o destino que esta fosse também a última entrevista publicada com o Lucas. Naquele dia, eu respondi ao comentário dele apenas com uma “curtida” e me esqueci de registrar e relembrar que aquela entrevista que ele fez comigo para o Surfari em 2012 foi também a “primeira entrevista que participei no que considero um 'veículo de mídia especializado' em surf”. Valeu Lucas, estaremos juntos enquanto a passagem por esta vida me permitir seguir produzindo conteúdos ligados ao surf. Aloha my friend!





Episódio 04: Gunzeiras

13 de março de 2017



Fabinho Gouveia gosta de dizer que não é big rider, mas gosta de onda grande! No quarto episódio da série "Shapes & Fia." ele fala sobre a evolução das "gunzeiras" ao longo do tempo e dos modelos que tem produzido para as temporadas havaianas - testadas em primeira mão em picos como a Praia do Cardoso em Santa Catarina.









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