Episódio 01: De Volta às Origens

17 de abril de 2019


No primeiro episódio da série, a lenda do surfe brasileiro Fabio Gouveia volta às suas origens na Paraíba, onde reencontra seus pais, amigos e ídolos de infância, além de apresentar a nova geração de surfistas locais, em encontros cheios de nostalgia e diversão. “Dá aquela saudade, mas parece que quando eu vou eu curto muito mais, absorvo muito mais”, explica Fabinho sobre voltar para sua terra natal.

Conhecer os pais de Fabinho, que residem na praia de Intermares em João Pessoa, é entender a base de carinho e humildade que o levou a conquistar o mundo com o surf. “Fabinho merece ter esses resultados que ele alcançou, e vem alcançando ainda na vida,  porque é um cara que tem muita força de vontade e um pensamento muito positivo. Esse pensamento positivo o ajuda demais na vida”, avalia seu pai, Marcos Gouveia.



Fia e Badeco

No Dique de Cabedelo, ao lado dos molhes de pedra que proporciona aquela que é considerada a melhor onda da região, ele se encontra e surfa com Arnaldo Badeco - “o primeiro surfista paraibano que eu vi estampado numa revista de surf”, lembra Fabinho, sobre o seu primeiro ídolo no surf.

E foi com Badeco que gravamos uma das mais emocionantes entrevistas de toda a série. Vindo como ele mesmo diz do “lado humilde desse país”, Badeco, que foi campeão paraibano de surf, contou que procura retribuir a sorte de ter encontrado no surf uma oportunidade de vida, incentivando garotos a aprenderem a surfar na escolinha de surf que montou e comandou por muitos anos, chegando a abrigar 40 alunos de uma só vez, mas que recentemente foi obrigado a fechar. “Se você causar o bem para uma única pessoa, você já vai estar fazendo uma revolução “ resume Badeco, citando uma frase de um livro que o marcou.

Dique de Cabedelo, 2017

As recordações dos amigos de infância Otávio Lima e Alexandre "Calcinha" evocam imagens de uma infância alegre e saudável nas ruas de "Jampa", onde a turma rodava a cidade toda de bicicross e se juntava na praia do Bessa para pegar as primeiras ondas.

 

Fia também fala sobre as condições de ondas pequenas do litoral paraibano que facilitam o surgimento de novos talentos, como Kauã Hanson e Yuri Barros - que já se destacam no cenário nacional. Ele também surfa na paradisíaca Praia do Coqueirinho, junto com a surfista local Rayssa Fernandes.  “Tem sempre um novo talento ali. Eu acho que o fato de não ter as melhores condições força a galera a treinar mais, a ralar mais, a buscar seus objetivos”, analisa Fabinho.

Fia e Paulo Bala

Mais tarde Fabinho visita o seu primeiro shaper e patrocinador Paulo Bala, que hoje se dedica à música. “Fabinho foi um significado pro surfe enorme, foi quem abriu as portas pra essa meninada que está aí”, analisa Bala, cuja música "Extremo Oriental", uma homenagem às belezas de João Pessoa, encerra o episódio.

O episódio está disponível no link: https://globosatplay.globo.com/canal-off/v/7518175/



Episódio 01:

Direção e Produção: Luciano Burin
Produção Executiva: Gustavo Migliora
Cinegrafistas: Antonio Zanella e Luciano Burin
Edição e Finalização: Luciano Burin
Edição Adicional: Antonio Zanella 

Tratamento de Cor: Fabiano Sperotto
Edição de Som: Luciano Burin
Imagens Adicionais:  Ivan Drones, Felipe Lima, Michel Machtoub e Jackson Kleuson (foto)

Produção Local Adicional: Chicó Moura








A Onda é Se Divertir

15 de abril de 2019



A série  "Fabio Gouveia: A Onda é se Divertir" com 13 episódios de 25 minutos é um produção da Scult Filmes, que estreia dia 15/04 (segunda) às 22hs no Canal OFF.



Desde que se aposentou das competições o "mestre do surfe brasileiro" Fabinho Gouveia tem se dedicado a explorar as mais variadas formas de se divertir e expandir a sua paixão pelo surfe.
Se divertir pode ser voltar ao pico de surfe da infância, mesmo que por lá as ondas raramente estejam boas.
Se divertir pode ser fazer uma prancha de madeira pela primeira vez, ou experimentar uma réplica de um modelo que fez história.
Pode ser surfar junto com o seu herói local da infância, visitar o seu primeiro shaper e os seus primeiros amigos de surfe.
Pode ser finalmente surfar aquela onda internacional que você sempre viu nos vídeos, ou relembrar histórias do passado com seu maior ídolo no esporte.
Se divertir pode ser pegar um longboard emprestado quando as ondas não passam da canela, ou conversar com um colega surfista que hoje virou shaper, ou conhecer uma coleção incrível de pranchas históricas.
Se divertir pode ser visitar o berço do surfe, remar em ondas famosas, ou surfar uma marola qualquer de um pico conhecido.
Se divertir pode ser passar horas na sala de shape desenhando linhas e sonhando com a alegria que aquela nova prancha pode proporcionar.
Pode ser aprender a surfar rebocado, ou se preparar para o desafio de encarar as maiores ondas da sua vida.
Pode ser testar novos equipamentos, jogos de quilhas, designs retrô ou futuristas, e até mesmo modelos exóticos e pouco funcionais.
Se divertir pode ser voltar a estaca zero e aprender a surfar com uma prancha que flutua fora d'água.
Ou pode ser apenas repetir a rotina diária de surfar com os filhos no quintal de casa, seja num dia clássico ou mexido.
Seja qual for a escolha, se o surfe deve ser sinônimo de diversão, então a onda é se divertir.


 


Este é o texto que resume o espírito da série, que resgata a carreira do mestre do surfe brasileiro (e meu ídolo de infância) e promove encontros com grandes nome do surfe mundial na busca pela essência de diversão associada ao surf, nas suas mais variadas formas. 



 
Foram mais de três anos desde a produção do documentário "Shapes & Fia", que acabou servindo como um "piloto" para vender a ideia de uma série para tv inspirada nesse conteúdo - e aqui cabe um agradecimento o então diretor do Canal OFF, Guilherme Zattar, por acreditar e investir na nossa ideia.





As gravações passam pelas raízes de Fabinho no nordeste (Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco), episódios em Santa Catarina (Floripa, Laguna e Jaguaruna) e viagens para o Havaí e a Califórnia, onde Fabinho reencontra o ídolo Tom Curren e ex-colegas do circuito mundial como Rob Machado, Neco Padaratz e Taylor Knox. Tendo o carisma natural de Fabinho como fio condutor, a série é uma jornada repleta de encontros informativos e cheios de diversão, buscando sempre valorizar os personagens e os locais visitados.



Esta foi a primeira série de TV produzida pela Scult Films e é difícil descrever a sensação de ver uma obra tão extensa (com mais 330 minutos de conteúdo editado) ganhar vida, lembrando de tudo o que se passou desde que as ideias foram colocadas no papel, e todas as aventuras desencadeadas no processo de realiza-las. Fica aqui o meu agradecimento a todos aqueles que participaram diretamente da realização dessa obra audiovisual. Tenho muito orgulho do que conseguimos realizar.





FABIO GOUVEIA - A ONDA É SE DIVERTIR

Ficha Técnica:

Direção: Luciano Burin
Produção Executiva: Gustavo Migliora
Cinegrafistas: Antonio Zanella, Fabiano Sperotto, Luciano Burin
Produção: Luciano Burin
Assistente de Produção: Gustavo Migliora
Edição e Finalização: Luciano Burin
Assistentes de Edição: Antonio Zanella e Fabiano Sperotto
Tratamento de Cor: Fabiano Sperotto
Edição de Som: Luciano Burin 







Cinegrafistas Adicionais:

Nordeste:  Felipe Queiroz / Ivan Drones  /Michel Mactoub
Santa Catarina: Renato Tinoco / Marcos D'Elboux / Nelson Ferraz / Edgar Henkes (in memorian)

Hawaii: Johnny De Cesare / Mateus Werneck

Califórnia: Pietro França

Edição Adicional eps 12: Loic Wirth

Imagens de Acervo: Pietro França / Felipe Queiroz / Jimmy Metyko / Bruno Lemos / Rafael Mellin / James Thisted / Jackson Kleuson / Felipe Lima / Filmes: "Fabio Fabuloso"de Pedro Cezar e Ricardo Bocão,  "Searching for Tom Curren" de



 



 

Swell de Maio

19 de dezembro de 2018



O ano de 2018 foi de intenso trabalho para Scult Filmes na produção de uma série para o Canal OFF iniciado ainda em 2017 e que deverá ser lançado no primeiro semestre de 2019. Assim, tive que deixar de lado a produção de conteúdo para o Surf & Cult e outros trabalhos.

A exceção, foi uma série de cinco clipes produzidos para o aplicativo do Canal OFF, em parceria com a Comenta Tudo produções, na cobertura do Desafio de Ondas Grandes na Praia do Cardoso no dia 21 de maio e na sessão de surfe na Laje da Jagua no dia seguinte.



O registro do maior swell do ano a atingir o litoral sul do Brasil proporcionou bons momentos de ação e adrenalina em ondas grandes na Praia do Cardoso, no Farol de Santa Marta (SC) e contou com a presença dos maiores big riders do país, como Rodrigo Koxa, Pedro Calado, Felipe "Gordo"Cesarano, Marcos Moraes, Vinicius dos Santos e o grande campeão do evento, Lucas "Chumbo" Chianca.

O formato de clipes curtos com menos de 2 minutos para aplicativo foi um desafio diferente em termos de edição do conteúdo. Dos cinco clipes produzidos, três foram publicados no APP do Canal OFF no links abaixo:


- Desafio Cardoso 01: https://www.appcanaloff.com.br/p/swell-de-maio/v/desafio-do-cardoso

- Desafio Cardoso 02: https://www.appcanaloff.com.br/p/swell-de-maio/v/desafio-do-cardoso

- Laje da Jagua: https://www.appcanaloff.com.br/p/swell-de-maio

Publico aqui então os dois clipes adicionais que ficaram inéditos, um deles com os "Piores Momentos", contendo as vacas registradas nas baterias do evento, e o outro clipe "Swell de Chumbo" destacando o desempenho de Lucas Chianca, que foi o grande destaque do evento e da sessão na Laje da Jagua.



Clipes "Swell de Maio"
Direção: Luciano Burin
Imagens: Fabiano Sperotto, Renato Tinoco e Luciano Burin
Edição: Fabiano Sperotto e Luciano Burin
Produção: Gustavo Migliora e Luciano Burin

5 Pra 1: Fabiano Sperotto

5 de fevereiro de 2018


 O Surf & Cult volta a ativa em 2018 com um novo perfil da série "5 Pra 1". O personagem da vez é o amigo Fabiano Sperotto, um dos organizadores do Festival Lagoa Surfe Arte, que vem se destacando nos últimos anos como cinegrafista e editor de conteúdos ligados ao surf.

Apaixonado por viagens, Sperotto tem no olhar fotográfico apurado e no jeito simples e tranquilo de ser, algumas das melhores qualidades que se pode querer de um profissional de filmagem e edição. Assim, sua agenda esteve cheia nos últimos meses, com trabalhos para a Scult Filmes - nas gravações de uma série com Fabio Gouveia no Hawaii -, a edição de webisodes da série "Diário das Ilhas" do Grupo Sal, um perfil do longboarder Phil Rajzman e ainda uma escala no Canadá, onde registrou as geladas ondas de  região de Tofino em Vancouver.






1 - Como começou o seu envolvimento com o surf e com a produção de filmes e em que momento as duas coisas se uniram?

Nasci em Porto Alegre, morei alguns anos na Austrália e um em Garopaba até chegar em Floripa e não querer mais sair. Sou formado em Educação Física e fiz diversos cursos específicos de Fotografia, Direção de Fotografia, Edição, Color Grading, entre outros.

Meu envolvimento com o surf começou bem cedo, mas em ondas de água doce (risos). Meus pais tinham uma casa na Barra do Ribeiro, uma cidade quase de frente pra Porto Alegre do outro lado do Rio Guaíba. Desde os 5 anos eu pegava a prancha dos meus irmãos, vinha correndo pela areia, jogava ela na água e subia rápido em cima. Ainda não tinha contato frequente com o mar, mas sempre que ia pra praia tentava brincar com prancha ou bodyboard, até que aos 14 anos ganhei minha primeira prancha e não parei mais de surfar.

Aprendendo a surfar!


Minha relação com a produção de filmes veio da fotografia. Um dos meus irmãos é jornalista e fotógrafo, e por ele ser bem mais velho que eu (16 anos de diferença) acabei aprendendo muita coisa apenas sendo uma criança curiosa observando o irmão mais velho. Quando tinha 15 anos fiz um curso de fotografia analógica no SENAC (ainda não se usava o formato digital no Brasil) e peguei um estágio como assistente de fotógrafo em agência de modelo, mas nessa época nem pensava em trabalhar com isso, era só pra ter um dinheirinho que pagasse a surf trip do final de semana.

Depois do colégio entrei na faculdade de Educação Física, fui morar na Austrália e viajei pra Índia, Nepal e Indonésia, lugares com culturas e paisagens incríveis que fizeram me apaixonar mais ainda pela fotografia.



Voltei pro Brasil pra terminar a faculdade e quando vi já estava trabalhando numa rotina semanal que eu não queria, torcendo pra chegar sexta-feira e poder pegar a estrada em direção ao litoral. Nessa época um amigo que editava videos começou a botar pilha pra eu filmar com ele as nossas surf trips, no mesmo ano fraturei uma vértebra da cervical e tive que passar por um processo de reabilitação que me deixou 1 ano parado sem poder trabalhar nem surfar. O susto foi grande e me fez repensar algumas prioridades, aproveitei essa espécie de ano sabático forçado pra ir atrás do que eu realmente gostava e recomeçar a vida de uma maneira mais plena.

Me mudei pra Floripa, comecei a estudar sobre Cinema e descobri que unir fotografia, surf e música é uma das coisas que eu mais amo. Quando fui liberado pelos médicos já estava trabalhando com filme e nunca mais voltei pra Educação Física.

Desert Point, Indonésia


2 - Me conta um pouco sobre os teus últimos trabalhos e como você busca se manter ativo produzindo conteúdo ligado ao surf?

Em 2017 pude me dedicar quase que 100% na produção de conteúdo ligado ao surf, e o mais legal é que foram trabalhos bem diferentes um do outro. Em janeiro recebi o convite para acompanhar o surfista Michael Rodrigues por dois meses durante a perna australiana do QS e os treinos na Indonésia, e foi uma experiência muito legal fazer parte da evolução de um atleta de ponta que está buscando espaço no CT (ne: ao final da temporada Michael conseguiu a vaga para a elite em 2018). Voltando pra Floripa filmei as clínicas de surf do Fábio Gouveia, do Marcelo Trekinho e das surfistas Jacqueline Silva e Chantalla Furlanetto.

Registro do campeão mundial John John nesta temporada havaiana


Esses trabalhos são muito divertidos porque reúnem surfistas de vários níveis e muitos não têm o costume de se assistir surfando, então acaba sendo muito massa ver a reação e felicidade da galera. Recentemente produzi um video para a marca Birden em collab com o artista Thiago Thipan, foi meu primeiro trabalho ligado à moda e gostei muito de fazer, principalmente porque juntou arte, surf e skate. Meus últimos trabalhos estão sendo para uma série nova do Canal Off com o Fabio Gouveia, que to ajudando na captação das sessões de surf, na edição e no tratamento de cor dos episódios.

Quando sobra um tempo pesquiso sobre equipamentos, técnicas e referências. Vou pra rua testar coisas novas, captar o cotidiano em floripa, free surf em dias bons, paisagens… sempre acaba rendendo conteúdo que pode ser útil em trabalhos futuros ou usado pra portfólio.




3 - Quais as sessões de surf mais memoráveis que você já filmou e porque?

A sessão mais memorável com certeza foi Desert Point em 2015. Fui pra Desert a primeira vez em 2008, bem no swell que tavam gravando o filme "The Drifter", mas tinha afogado minha câmera em G-Land uma semana antes, então passei alguns dias assistindo Rob Machado surfar de cabo a rabo as ondas mais perfeitas que já tinha visto, sem ter uma câmera para registrar aquilo tudo.

Quando voltei em 2015 ela não tava tão perfeita como na primeira vez. O vento não era o ideal e a maré boa combinava com uma luz contra que atrapalhava muito pra filmar, mesmo assim foi incrível voltar lá e conseguir pôr em prática um pouco do que ficava imaginando depois daqueles dias épicos em 2008. Desse material saiu o clipe “Low Tide Sun High”.





4 - Quais são as tuas maiores inspirações no surf e nas artes?

Os filmes de surf dos irmãos Malloy não saíam do meu DVD, principalmente “Thicker than Water” e “Shelter”. Depois foram os do Taylor Steele, Joe G e Kai Neville.“Intentio”, do Loic Wirth, foi um dos filmes que mais me surpreendeu e inspirou nos últimos anos. Me amarro na fotografia do Pablo Aguiar e do Marcos Ribas, e assisto todos os videos que o Bruno Zanin lança.

Gosto muito de qualquer tipo de fotografia, tanto que sigo mais de mil fotógrafos no Instagram e as vezes me perco alí dentro (risos). Fico observando enquadramento, luz, cores, tratamentos utilizados, acho muito legal o fato de que cada fotógrafo vai ter uma visão diferente do mesmo assunto e podem sair coisas completamente distintas de cada um.

Procurar música também é uma coisa que prende minha atenção, fico bastante tempo procurando artistas que não conheço no Spotify, além de usar muito o Shazam em qualquer lugar que vou.

James Santos em Naufragados, Floripa


5 - Se você tivesse uma verba ilimitada para produzir algum trabalho audiovisual ligado ao surf o que você faria?

Tenho alguns filmes, que não são de surf, que me inspiram muito. Acho que tentaria produzir algo que fizesse a pessoa se sentir totalmente integrada ao que ela está assistindo, como se entrasse numa meditação. Para isso, viajaria para os lugares mais incríveis do planeta, com os melhores equipamentos e uma equipe muito foda pra captar sons e imagens de alta qualidade.

Convidaria os melhores surfistas locais e alguns de diferentes lugares do mundo. Montaria uma ilha de edição perfeita pro workflow funcionar direitinho. E, depois de pronto, usaria mais verba pra criar um cinema itinerante que conseguisse ser uma experiência sensorial, trazendo a pessoa pra dentro do filme.

Para conhecer mais do trabalho de Fabiano Sperotto clique aqui

crédito: Paulinho Sefton






Altas Histórias

20 de dezembro de 2017



O projeto "Altas - Histórias do Surfe em Santa Catarina" idealizado por Maurio Borges prevê a produção de um livro e de um documentário longa-metragem resgatando histórias e personagens marcantes no desenvolvimento do surfe em Santa Catarina.

Fui convidado a dirigir o documentário e com a produção do Maurio e imagens do amigo cinegrafista Antonio Zanella, gravamos uma primeira leva de entrevistas no mês de junho. Deste material surgiu este teaser com alguns dos pioneiros do surfe na região, utilizado para divulgar o projeto durante o evento Surfesta - realizado no inicio de dezembro e que homenageou grandes nomes do surfe em Santa Catarina desde os anos 70.

Pessoalmente, é sempre um prazer reencontrar pessoas como o shaper Machucho e conhecer pessoalmente figuras lendárias que conhecia apenas de nome, como o shaper Paulinho "Piu" e o organizador de eventos Bento Xavier. Completam a lista de entrevistados o baiano Jorge Hupsel e o gaúcho João Wallig, pioneiros na abertura de surf shops em Floripa.

A lista prevista de novos entrevistados é grande, mas é certo que figuras importantes acabarão ficando de fora da edição, algo inevitável num projeto dessa magnitude. Vale ressaltar ainda que produzir documentários de forma independente é um grande desafio no Brasil e espero que o projeto consiga alcançar os recursos financeiros necessários para podermos realizar novas gravações e viabilizar a obra da forma que ela merece.








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